2. História e evolução da criptografia.

2.1. História  

Desde que o mundo foi criado que o homem tem sentido a necessidade de guardar segredos. Sejam segredos familiares, segredos sentimentais, segredos pessoais, segredos religiosos, ou segredos militares e governamentais. Tão forte quanto a necessidade nata da espécie humana de guardar segredo sobre determinados assuntos é a vontade dos mesmos humanos de desvendar esses segredos. Seja por dinheiro, poder, vingança, curiosidade, arrogância, ou qualquer outro sentimento essa tem sido uma batalha que, ao longo dos anos vem sendo travada entre aqueles que querem guardar segredos e os que querem desvendar esses segredos.

 

Com o avanço cada vez maior dos poderes das Redes de Computadores, o mundo tende a ficar menor, perder fronteiras, encurtar distâncias. Hoje, com um simples apertar de teclas, pode-se intercambiar informações através dos cinco continentes em questão de minutos ou até segundos.

 

Este avanço faz com que a informação e o controle sobre ela sejam estratégicos para os governos e para as empresas. E, quanto maior o fluxo de informações em redes de telecomunicações, ou maior a quantidade de informação armazenada em meios computacionais, maior é a necessidade de empresas, governos e até de pessoas físicas de se protegerem contra uma nova ameaça que está crescendo proporcionalmente ao desenvolvimento da informática.

 

Trata-se do furto de informação sigilosa e estratégica, armazenada em meios computacionais, ou da adulteração de transações através do poder das telecomunicações.

 

Pensando na necessidade de se criar ferramentas capazes de proteger a informação e de prover segurança aos dados armazenados e transmitidos pelas organizações através do mundo, veio a motivação para se estudar Criptografia. Crê-se que através desta disciplina poder-se-á criar aplicações que dêem maior segurança às informações digitais.

 

Criptografia, do grego kryptos (escondido, oculto) mais a palavra grápho (grafia, escrita), é a ciência de escrever em códigos ou em cifras, ou seja, através de uma série de procedimentos transforma-se um texto “em claro” (inteligível) em um texto “cifrado” (ininteligível). Outro conceito relacionado a criptografia é o da Criptoanálise, do grego krypto mais a palavra análysis (decomposição), é a ciência (embora muitos estudiosos digam que está mais para a arte do que para a ciência) que estuda a decomposição do que está oculto ou a “quebra” do sistema criptográfico. Finalmente define-se Criptologia como a ciência que engloba a criptografia e a criptoanálise.

 

Existem dois tipos básicos de Sistemas Criptográficos, o chamado Simétrico ou de chave única e o chamado Assimétrico ou de chave pública.

 

2.2. Evolução.

A evolução da criptografia aconteceu em três fases distintas, a criptografia manual, a criptografia por máquinas e a criptografia em rede.

 

2.2.1 A criptografia manual.

Nesta fase, a criptografia era feita manualmente através de algum processo predeterminado. Podemos citar como exemplos:

·   a cítara espartana

·   cifrário de César

·   o cifrário de Francis Bacon 

 

2.2.2 A criptografia por máquinas.

Na criptografia por máquinas, uma tabela predeterminada era usada em conjunto com uma máquina, onde o operador desta, usando a tabela e manipulando a máquina podia enviar uma mensagem criptografada. Como exemplos que máquinas de criptografia, podemos citar:

·   o cilindro de Jefferson 

·   o código Morse

·   o ASCII

·   o Enigma

·   o Colossus

 

2.2.3 A criptografia em rede.

Já na criptografia em rede, a mensagem é criptografada usando-se algoritmos, sendo por este motivo, temos diversos códigos que executam e criptografia. Podemos citar também que com o advento da internet e sua popularização e criptografia em rede tem sido responsável pelo surgimento do comércio eletrônico, visto que esta é essencial para que uma empresa virtual possa ter a confiança de seus clientes na hora de comprar.

Alguns exemplos:

·   o DES (Data Encryption Standard), da IBM  (http://www.sucesumg.org.br/fat/cripto/Criptorede.html)

·   a dupla senha

·   o RSA (Ronald Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman)

·   o PGP (Pretty Good Privacy), de Phil Zimmerman

·   outras codificações [gravações][nas telecomunicações: celulares, satélites, TV paga]