INDICE DE PREÇOS E A INFLAÇÃO EM 2003 EM CABO VERDE
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INFLACAO
EM 2003 EM
CABO VERDE
A taxa de Inflação foi de 1,2 por cento em 2003, índice mais baixo desde 2000, revela o Instituto Nacional de Estatística. Em São Vicente, ainda de acordo com o INE, a inflação atingiu os 3,3 por cento, enquanto na Praia a média dos últimos 12 meses fixou-se em 1,1 ponto percentual. Nas zonas rurais, o terceiro ponto de consumo, a inflação foi de 0,7 por cento.
Segundo o INE, Instituto Nacional das Estatisticas, inflação foi de 4,9 por cento para a classe “Bens e Serviços”, 1,7 por cento para “Habitação e equipamentos de usos domésticos”, 0,1 por cento para “Alimentares e Bebidas” e –0,5 por cento para “Tabaco”.
O Índice de Preços no Consumidor, a nível nacional, atingiu em 2003 os 188,5 por cento, valor superior ao registado no ano anterior que foi de 186,3 pontos percentuais.
Para 2004 o governo de Cabo Verde conta com uma inflação de um por cento !!! **** ***** **** ***** *** ****
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NOVA PARCERIA PARA O DESENVOLVIMENTO
NEPAD
A reunião terá lugar entre os dias 14 e 16 e enquadra-se no rol de iniciativas liderantes que a Cidade da Praia tem vindo a desenvolver a nível do NEPAD, programa que visa financiar o desenvolvimento do continente africano neste novo século e milénio. A ideia, na prática, é fazer com que os pequenos estados não sejam esquecidos nem preteridos durante a divisão dos programas de financiamento que o NEPAD preconiza para tirar a África do subdesenvolvimento.
De acordo com as nossas fontes, até este momento, já confirmaram a sua presença no encontro da Praia os MNE de São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Maurícias e Seycelles. Apenas faltam os Comores e o Madagáscar confirmar se vêm ou não à reunião da Praia.
Estudantes em guerra com Universidade portuguesa
“...Estudantes em guerra com Universidade portuguesa
Um grupo de estudantes cabo-verdianos matriculados na Universidade Aberta (UA), em Portugal, está descontente com aquela instituição do ensino superior. Em causa estão os sucessivos atrasos no envio dos documentos com conteúdo programático. Fala-se até em desistência, se a situação se mantiver.
Segundo o protocolo firmado entre a UA e o Ministério da Educação e Valorização dos Recursos Humanos (MEVRH), através da Direcção-Geral de Alfabetização e Educação de Adultos (DGAEA) em 1999, a UA enviaria toda a documentação aos alunos que os permitisse acompanhar os conteúdos programáticos dos diferentes cursos ministrados nessa instituição.
Materiais audiovisuais, manuais, fichas sumativas, são entre outros, os documentos que os alunos deveriam receber.
O protocolo refere, ainda, a possibilidade dos estudantes receberem apoio pedagógico dos tutores a partir de Portugal.
Por parte de Cabo Verde constituiu-se uma equipa de coordenação, actualmente chefiada pelo professor Osvaldino Barros, que, de entre outras coisas, faz chegar aos formandos os respectivos documentos.
Considerando que DGAEA é uma estrutura que se dedica a educação extra-escolar e que não está vocacionada para o ensino superior, entendeu-se por bem, em Junho de 2002, entregar a responsabilidade pela iniciativa ao Instituto Superior da Educação, que passou a apoiar logisticamente os estudantes cabo-verdianos.
O coordenador nacional dos cursos ministrados pela UA em Cabo Verde, Osvaldino Barros, reconhece os atrasos no envio dos materiais de apoio.
Defende que num sistema igual ao da UA, ou seja, com a metodologia do ensino a distância em que os alunos estão perante um sistema de auto-aprendizagem, é absolutamente indispensável que o estudante esteja munido dos documentos necessários para o seu estudo.
Por isso, o coordenador está a envidar todos os esforços junto da UA para que até o final do mês de Janeiro a situação seja ultrapassada. Neste sentido foi já constituída uma comissão, chefiada pela directora-geral do Ensino Superior, Amália Lopes, para analisar este assunto.
A comissão teve já um encontro com os assessores do ministro da Educação, onde se fez um balanço da cooperação entre a Universidade Aberta e o MEVRH.
E, vai ser elaborado um relatório a ser enviado ainda durante esta semana para UA, onde consta os aspectos positivos da cooperação, mas também alguns constrangimentos, nomeadamente os que se prendem com o funcionamento dos cursos em Cabo Verde.
Este relatório propõe um novo acerto na forma de colaboração, porque, segundo Osvaldino Barros, o desânimo é notório na atitude dos alunos.
Como forma de encontrar uma solução para o problema, Osvaldino Barros disse ainda que a coordenação enviou já uma proposta à UA, no sentido de que os documentos fossem enviados directamente aos estudantes.
Mas o coordenador nacional, ciente dos transtornos causados até agora, pede paciência, compreensão e perseverança dos estudantes e promete que até o final de Janeiro o assunto terá uma solução positiva.
Ainda assim, os estudantes que estão nessa situação, a grande maioria, dizem estar desesperados com os sucessivos atrasos que lhe têm provocado grandes transtornos no aproveitamento.
É o caso, por exemplo, de Jacinta Maria Silva Sá Nogueira, que se encontra matriculada há já um ano, em Línguas e Literaturas Modernas, com variante português/francês, e que ainda não recebeu qualquer documento. E, tem já exame semestral em Fevereiro. Várias tentativas têm sido feitas junto da universidade, inclusive da reitora.
Mas promessas de solução não passam disso: «assunto vai ser resolvido e os documentos estão já a caminho».
A aluna está desmotivada e fala em desistir do curso. Como ela estão vários outros colegas, dos mais de 280 alunos inscritos naquela instituição do ensino universitário português, distribuídos em 20 cursos – via cientifico, via ensino, etc.
O número de alunos em Cabo Verde tem aumentado consideravelmente. Por isso, diz Osvaldino Barros, « é normal que os constrangimentos sejam maiores».
Os alunos propõem o regresso da tutela da coordenação para a DGAEA. Neste sentido, um grupo de estudantes foi recebido recentemente pelo ministro Victor Borges, e essa intenção ficaram manifesta. Porque segundo eles, quando a coordenação era feita por DGAEA não se verificava qualquer atraso no envio dos documentos.
O ano 2003 foi um bom ano para o teatro cabo-verdiano, por várias razões. Nesta hora de balanços, não queremos deixar de o fazer também, tentando nesta análise ser o mais rigorosos, justos e coerentes possíveis. Claro que um exame deste tipo comporta quase sempre juízos de valor, e por definição, susceptíveis de discordância. Nada mais normal. Mas isso não impede que queiramos deixar registado o que, na nossa modéstia opinião, de mais importante se passou na área do teatro, em 2003.
Acontecimento Teatral do Ano: a assinatura da Declaração do Mindelo, com a participação de 14 grupos de teatro nacionais, entre os quais os mais representativos do país actualmente, oriundos da Praia, Assomada, Porto Novo, Mindelo, Sal, Boavista, S. Nicolau, Maio e Diáspora, marcou pela diferença o discurso dos agentes culturais em Cabo Verde. Abandonando a cartilha do ‘choradinho’ pelos apoios, os grupos de teatro cabo-verdianos assinam um documento onde se comprometem a, entre outras coisas, trabalhar em conjunto e em sintonia de modo a se constituírem como uma força única em prol do desenvolvimento do Teatro Cabo-verdiano e de terem uma actividade regular e em constante aprendizagem e desenvolvimento, justificando assim cada incentivo que lhes venha a ser concedido. De aplaudir, de pé.
Participação Internacional do Ano: a presença do teatro cabo-verdiano no evento Arte de Africa, que decorreu no Brasil (Rio de Janeiro), nos meses de Outubro e Novembro, deve orgulhar todos os nacionais. É que este evento foi considerado a maior mostra de cultura africana jamais realizada em toda a América Latina. Segundo consta do programa oficial "o Centro Cultural Banco do Brasil, ao patrocinar o maior evento sobre cultura africana já realizado na América Latina, está mobilizando agendas, energias e talentos de vários países, que têm em comum, entre si e com o Brasil, uma certa pulsação que os torna especiais, um tipo de sabedoria que não dispensa a magia. Algo que é próprio dos africanos e dos afrodescendentes espalhados pelo mundo. (...) Chegar a África, conduzidos pelo extraordinário elenco aqui reunido, é uma viagem que empreendemos ao encontro de nós mesmos." De referir que na área dedicada às artes cénicas, participaram deste enorme evento, o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, representando Cabo Verde, e os grupos Mutumbela Gogo, de Moçambique, o Bando de Teatro Olodum, da Baia e o Théâtre Talipot da ilha da Reunião. O teatro cabo-verdiano pode e deve estar muito orgulhoso, por ter feito parte deste clube restrito, e representativo do que de melhor se tem feito na área do teatro em todo o continente africano. Uma representação histórica, sem dúvida.
Espectáculo do Ano: não podemos deixar de escolher a peça Rei Lear – Nhô Rei já bá cabeça, co-produção teatral entre o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo – grupo que comemorou em 2003 o seu 10º aniversário com muitas peças de teatro e lançamento de um livro retrospectivo – e o Atelier Teatrakácia. Depois de Romeu e Julieta esta foi a segunda vez que uma das obras do mais importante dramaturgo de todos os tempos é encenada na língua di terra. Foi um dos espectáculos mais aplaudidos do Mindelact 2003 e mereceu o elogio e aplauso do público no Mindelo e na cidade da Praia.
2003 foi um ano positivo para as artes cénicas cabo-verdianas. O Festival Mindelact 2003, que continua a ser o maior e mais importante evento teatral de toda a Africa Lusófona (inclui todos os países que tem o português como língua oficial), vem-se aprimorando e está cada vez melhor. Este ano foi considerada a melhor programação de sempre, o que não deixa de ser um bom agoiro, para o 10º aniversário que se comemora em 2004. De destacar ainda o Prémio de Mérito Teatral 2003, que foi atribuído, com toda a justiça, ao Público do
Mindelo.
“...o mesmo ocidente
que esquece hipocritamente que para uma economia de subsistencia,
o perdão total da divida externa é a melhor
oportunidade para criar uma dinamização e
uma nova reorganização financeira sem sacrificar
o social...” (c)