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DOENÇA NÃO FICA A PERDER !
O RISCO DE CONTAMINAÇÃO AUMENTA:
COM O NÚMERO DE PARCEIROS SEXUAIS
NO SENTIDO HOMEM INFECTADO MULHER SÃ
A existência de pequenas efracções, úlceras ou feridas na mucosa vaginal, agravam muito a possibilidade de infecção da mulher.
Mas também são essas pequenas lesões na mulher infectada, que provocam maior facilidade de contaminação no homem são.
Se considerarmos que existem situações de prática diária de vários actos de actividade sexual, com vários parceiros diferentes, entre indivíduos que até podem desconhecer a sua situação como doentes, compreende-se por que se considera actualmente a transmissão heterossexual como muito importante
SIDA DEIXOU
DE SER UMA DOENÇA DE GRUPOS FECHADOS, DOS DROGADOS,
DOS HOMOSSEXUAIS, PARA SER UMA DOENÇA QUE PODE ATINGIR
QUALQUER ELEMENTO DA POPULAÇÃO.
Há países onde começa a ser alarmante a incidência de SIDA nas camadas mais jovens ( 12, 13 anos), relacionada com o início de uma desregrada actividade sexual e a prática de consumo de drogas.
4. GRAVIDEZ
A MULHER INFECTADA PODE TRANSMITIR
SIDA AOS SEUS FILHOS.
A transmissão mais frequente é feita durante o período de gestação, em que o sangue da mãe vai circular no feto, através da placenta. Menos provável, ou menos frequente, é a contaminação durante o parto pelo sangue perdido, ou durante a amamentação. Os recém nascidos têm uma capacidade de resistência muito fraca, ainda não desenvolvida, e durante os primeiros tempos de vida a resistência que têm foi-lhes transmitida pela mãe durante a gestação. Uma mãe infectada tem pouco para oferecer a seu filho. Pouco de bom, claro e porque aquilo que oferece está dependente do estado de evolução da sua doença, nem todos os filhos são atingidos da mesmo maneira.
Em termos gerais, pode considerar-se que 20% dos filhos de mães infestadas vão ter SIDA e morrer a curto prazo. Alguns antes dos dois anos, outros vão ter várias doenças e complicações, arrastando uma vida penosa e infeliz até morrer, alguns anos mais tarde.
EM TODOS OS PAÍSES NASCEM CRIANÇAS
COM SIDA, FILHOS
DE PAIS QUE, NÃO SABENDO QUE ERAM PORTADORES DA DOENÇA,
CONDENARAM INEVITAVELMENTE SEUS FILHOS.
Como evolui a doença?
Certos autores referem que, numa percentagem de casos que pode ir até aos 30% em certos estatísticas, entre 10 e 15 dias depois da infecção, os doentes referem um período febril, curto, sem características especiais, como se fosse uma gripe.
Para outros, este acidente é tão pouco exuberante que não fica na memória dos doentes.
O QUE É IMPORTANTE É REFERIR
QUE QUALQUER PESSOA PODE SER INFECTADA SEM DAR POR ISSO,
SEM O SABER.
Após o acidente de infecção, a doença tem um longo período de evolução silenciosa sem provocar a mais pequena perturbação ou queixa.
É o período durante o qual o vírus se instala, começa a invadir e destruir os linfócitos T 4 e a multiplicar-se.
O nosso organismo põe em acção os seus mecanismos de defesa ( produzindo, inclusive, maior número de linfócitos T 4 tentando neutralizar a agressão.
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A duração do período de evolução silenciosa, muito variável (em média de 8 a 10 anos),está dependente de vários factores:
da intensidade e gravidade da infecção
do estado da capacidade de defesa do organismo
da intercorrência de outras doenças igualmente agressivas, que reduzam a capacidade de defesa.
da possível sobre-infecção pelo vírus HIV, em contactos posteriores.
Durante este período diz-se que o indivíduo é
PORTADOR por trazer consigo o VÍRUS;também
se diz que é SEROPOSITIVO
por serem positivas as análises que indicam a infecção.
O QUE É GRAVE NESTA DOENÇA,
E DEVE SER DO CONHECIMENTO GERAL, É QUE DURANTE TODO
ESSE PERÍODO EM QUE NÃO TEM DOENÇA CLÍNICA E MUITAS
VEZES NÃO SABE SEQUER QUE É PORTADOR, ESSE INDÍVIDUO
PODE INFECTAR TODOS AQUELES COM QUEM TIVER CONTACTOS
SEXUAIS.
A grande traição desta doença estabelece-se assim em três planos:
pode-se contrair, SEM TER CONHECIMENTO
pode existir, SEM SER APERCEBIDA
transmite-se, TRANSFORMANDO
UM ACTO QUE DEVIA SER DE ALEGRIA E DE AMOR, NUM ACTO
DE MORTE
Ao fim de certo tempo, o período correspondente à evolução silenciosa, as defesas do organismo estão esgotadas.Começam então a aparecer as complicações próprias de um organismo sem capacidade de se defender, de reagir a infecções mesmo as mais correntes, as mais simples.
E porque muitas dessas infecções são produzidas por
agentes que normalmente são incapazes de provocar doença,
alguns até habitantes usuais do nosso organismo, dá-se-lhes
o nome de INFECÇÕES OPORTUNISTAS.
Cada crise assim desencadeado torna mais fraca a capacidade
imuno-defensora do organismo e mais frágil a resistência
do doente a outras agressões, surgindo assim
VÁRIOS TIPOS DE CANCRO, característicos
desta situação.
Está então estabelecido o quadro clínico do " SINDROMA
DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA " corolário
final de uma doença contraída anos antes, de evolução
torpe, não sentida que, quando aparece como síndroma
denunciado, já pouco há a fazer.
Pela repetição, ou manutenção, das crises ou das infecções, o doente morre em pouco tempo.
Qual o tratamento?
NO ESTADO ACTUAL DO CONHECIMENTO
CIENTÍFICO NÃO HÁ UM VERDADEIRO E EFICAZ TRATAMENTO
PARA A DOENÇA, QUE IRRADIQUE DEFINITIVAMENTE O VÍRUS
DO ORGANISMO
De resto, mesmo para as outras doenças provocados por vírus não existe tratamento médico, no sentido de tomar remédios para " matar , o agente da doença, como acontece para as infecções produzidas por bactérias.
Nas doenças por vírus, a atitude médica consiste em criar no organismo defesa específica contra essa possível agressão, sob a forma de administração de vacinas. É uma atitude preventiva de modo a que, no caso do infecção se dar, a doença não surja, ou seja tão fraca, que o organismo não venha a sofrer por isso e a possa debelar com facilidade.
AINDA NÃO FOI DESCOBERTA A
VACINA DE PREVENÇÃO PARA A SIDA
Existe, no entanto, um grupo de medicamentos que podem diminuir a multiplicação dos vírus.
Não destrói todos os Vírus, nem cura a doença, mas reduzindo o número de elementos agressivos, pode retardar a sua evolução.
Não tanto na fase final, com o SINDROMA
DE IMUNODEFICIÊNCIAdeclarado, bem definido,
mas na situação anterior, ajudando o organismo a manter
ainda certo grau de defesa e imuno-resistência.
São medicamentos que podem prolongar o tempo de vida, contendo a infecção numa fase anterior ao cataclismo final.
MAS PARA QUE POSSA RESULTAR
ESSE TRATAMENTO, TORNA-SE NECESSÁRIO QUE OS INDIVIDUOS
SEROPOSITIVOS, OS PORTADORES, SEJAM DESPISTADOS PRECOCEMENTE
E SEGUIDOS PERIODICAMENTE PARA APLICAÇÃO DO TRATAMENTO
NA ALTURA DEVIDA E CONVENIENTE.
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E isso depende, exclusivamente, de interesse e da vontade de cada pessoa em ter conhecimento da sua situação perante a possível infecção pelos vírus HIV.
Qual a solução. Que fazer?
Não havendo processo médico curativo, ou de prevenção,
para a doença, COMPETE
À POPULAÇÃO ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PESSOAL DE PREVENIR-SE
CONTRA ELA.
É esse o grande interesse desta CAMPANHA
dar conhecimentos de aspectos particulares desta doença,
divulgá-la, acabar com o secretismo que a tem envolvido,
torná-la objecto de preocupação e de decisão consciente
de todos.
SIDA é uma doença
tão traiçoeira, tão grave, de resultados tão nefastos,
e já tão expandida, que o facto de estar ligada a grupos
de comportamento especial, ou por estar quase exclusivamente
ligada ao acto sexual, não deve impedir que todos a
encarem de frente, a pesquisem, a considerem com a preocupação
que merece.
COMPETE A CADA UM ASSUMIR A
SUA QUOTA PARTE NA RESPONSABILIDADE DE COMBATER A SIDA,
tomando as precauções necessárias à sua contenção. O
ideal seria tomar as precauções suficientes para
NÃO CONTRAIR A DOENÇA.
São várias e de vários tipos.
Tendo sido já contraído, é de grande interesse social
que se tomem precauções para que NÃO
SEJA FACILITADA A SUA TRANSMISSÃO; e de interesse
pessoal também, pois UMA REINFECÇÃO
PODE ACELERAR O PROCESSO, LEVANDO A UM ENCURTAMENTO
DO TEMPO DE VIDA DO INDIVIDUO INFECTADO.
A SIDA há muito
que ultrapassou as barreiras que envolviam os homossexuais
e os drogados. AGORA É UMA
DOENÇA QUE PODE SER DE QUALQUER PESSOA. Já
não há grupos de risco. O que HÁ
É COMPORTAMENTOS DE RISCO, que devem ser
evitados, ou conscientemente assumidos com o máximo
de precaução.
PROTEJA-SE A Si PRÓPRIO, PROTEJA
OS OUTROS PELO GRANDE RESPEITO QUE NOS MERECE O DIREITO
À VIDA, À SAÚDE, À TRANQUILIDADE, CONSULTE A SUA CONSCIÊNCIA.
DEPOIS O SEU MÉDICO ASSISTENTE.
Sexo não protegido
Diz-se sexo não protegido a qualquer forma de contacto sexual anal, oral ou vaginal que não envolva o uso de preservativo masculino ou feminino ou uma barreira semelhante. Muitas doenças sexualmente transmissíveis (DST's) são transmitidas por sexo não protegido. O sexo não protegido com penetração (inserção do pénis no corpo de outra pessoa) anal e vaginal tem o maior risco de DST's contudo as infecções podem ser transmitidas também por sexo oral (boca com genitais) e sexo oral-anal (boca com ânus). Para o sexo oral algumas pessoas usam preservativos com sabores. Para o sexo anal é muito importante que os preservativos sejam usados com bastante lubrificante aquoso, dado que não devem ser nunca usados lubrificantes oleosos porque enfraquecem a borracha dos preservativos. Os espermicidas com nonoxynol-9 devem ser evitados porque causam irritação fazendo com que seja mais fácil que se dê o contágio do VIH ou outras DST's.
Sexo não protegido com pessoas
VIH negativas ou não testadas
Se você é VIH positivo se usar preservativos durante o sexo com pessoas que sabem ser VIH negativas ou que não estejam seguras do seu estado VIH permite proteger o seu parceiro contra o VIH e a ambos contra outras DST's.
Mesmo que esteja a tomar antiretrovirais e tenha cargas virais indetectáveis no seu sangue pode ter vírus no seu sémen ou nos fluídos vaginais que transmitam o VIH. Deve também saber que nalguns países e em certos estados dos EUA é legalmente obrigatório revelar o seu estado VIH ao seu parceiro sexual.
Sexo com outras pessoas VIH
positivas Se você é VIH
positivo e tiver sexo com outra pessoa
que seja também VIH positiva
muitos especialistas em saúde e médicos sexólogos recomendam
que continue a usar preservativos por dois motivos.
- Há um risco de gravidez como consequência de sexo vaginal não protegido entre um homem e uma mulher. Há um risco de transmissão para o bebé quando uma homem VIH positivo tem sexo não protegido com uma mulher VIH negativa que está grávida ou que amamenta. Ver Folheto 31 "Transmissão Materno-Fetal" e 54 "Gravidez e Contracepção".
- Há uma evidência crescente de que é possível ser super-infectado com novas estirpes ou tipos de VIH, que podem ser mais agressivos ou resistentes aos medicamentos. Isto pode levar à falência dos tratamentos que poderiam ser eficazes. Isto aplica-se a homens e a mulheres.
- O sexo não protegido coloca-o no risco de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis. Isto aplica-se a homens e a mulheres.
Doenças sexualmente transmissíveis 25-Herpes, 57-Clamydia, 58-Gonorrhoea, 59-Sifilis, 60-Úlceras Genitais, 37-Hepatitis B, 38-Hepatitis C).
As DST's de origem bacteriana tal como a gonorreia e a clamídia podem ser tratadas facilmente e com sucesso tanto na maior parte das pessoas com VIH como nas que são VIH negativas desde que sejam diagnosticadas e tratadas. A falha no tratamento precoce pode levar à infertilidade e nalguns casos à lesão de órgãos internos. A sífilis, particularmente em pessoas com alterações graves do sistema imune, pode tornar o diagnóstico e a cura mais difíceis e pode ser mais agressiva quando o sistema inume está danificado. Tem havido recrudescimento de sífilis, em geral, entre homossexuais masculinos na Europa ocidental e na América do Norte nos anos passados e os jovens homossexuais masculinos com VIH têm sido desproporcionadamente afectados. Na Europa ocidental e na maior parte do mundo a sífilis afecta predominantemente os heterossexuais e está também associado ao aumento do risco de infecção pelo VIH, tal como com outras doenças ulcerosas tratáveis como o cancro mole e o linfogranuloma venéreo.
Há também DST's de origem viral. O herpes genital e as verrugas (condilomas) genitais não são curáveis mesmo nas pessoas que são VIH negativas. Se bem que ambas as infecções respondam ao tratamento elas podem recidivar e serem de controle difícil se houver uma alteração grave do sistema imune. O herpes genital está associado a um aumento do risco de transmissão do VIH especialmente se houver úlceras. Algumas das espécies de vírus que causam as verrugas genitais estão associadas ao desenvolvimento de cancro genital e anal.
Os vírus da hepatite A e B e (menos facilmente) o C podem também transmitir-se sexualmente e ter consequências mais complicadas em pessoas com VIH. A hepatite pode causar alterações no fígado que limitam as opções com o tratamento para o VIH e que o fazem não se sentir bem nestes aspectos.


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