...CABO VERDE INTEGRADO NO TRATADO ATLANTICO NORTE NATO !!...
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Internacional de Cabo Verde
Segurança abre portas da NATO a Cabo Verde
- 4-Feb-2004 - 9:59
A ideia foi lançada pelo director do Instituto de Defesa Nacional de Portugal, tenente-general Garcia Leandro
Cabo Verde, com escassos recursos, não pode sozinho garantir a defesa e segurança do seu território e da sua zona económica exclusiva. Nem mesmo combater, sozinho, o crime organizado seja o narcotráfico seja o terrorismo.
Uma aproximação à NATO ou mesmo uma integração plena nessa organização apresenta-se como uma das saídas mais consistentes.
A ideia foi lançada pelo director do Instituto de Defesa Nacional de Portugal, tenente-general Garcia Leandro, o primeiro orador do Colóquio que começou ontem na Assembleia Nacional. E foi retomada pelo director-geral do Gabinete de Estudos do Ministério dos Negócios, estrangeiros e comunidades Manuel Amante da Rosa. Os dois a fazerem questão de salientar que falavam em nome pessoal ao mesmo que recomendavam uma abordagem serena da questão.
O general português propôs que um acordo com a NATO poderia ser apenas um ponto de partida.
Por outro lado, ficou claro que uma eventual aproximação à organização militar americano-europeia não deverá ser feita de costas voltadas para o continente africano. Esta tese é do Chefe do Estado-maior das Forças Armadas de Cabo Verde, coronel Antero Matos.
E é significativo, segundo Antero Matos, que sejam as próprias potências mundiais a declararem apoio financeiro e logístico às organizações regionais africanas e à própria União Africana não só para a defesa e segurança como para a resolução de conflitos.
E uma dessas organizações regionais é a CEDEAO que adoptou a 10 de Dezembro de 1999 o Protocolo sobre o Mecanismo de Prevenção, Gestão e Resolução de Conflitos, de Manutenção da Paz e da Segurança que, óptica de Antero Matos, é melhor que o anterior por ser mais abrangente e realista, e por englobar, nomeadamente, os componentes de ordem militar, judicial, policial e aduaneiro.
E Cabo Verde é o único país membro que ainda não ratificou o Protocolo, embora participe nalgumas estruturas do mecanismo. Aliás, Cabo Verde não ratificou também o Protocolo sobre o Estabelecimento do Conselho de Paz e Segurança da União Africana.
Porém, a ratificação desses dois protocolos poderá estar para breve. Fontes fidedignas garantiram ao jornal «A Semana online» que o assunto foi abordado na última reunião do Conselho de Defesa e Segurança.
Mas o grande ponto de convergência dos oradores do Colóquio sobre Defesa e segurança é a necessidade de uma forte cooperação no domínio da segurança, no seio da CPLP. Essa cooperação é vantajosa por duas razões: Portugal faz parte da NATO e Brasil é uma das potências emergentes deste século.
O Colóquio Internacional sobre Defesa e Segurança é uma iniciativa conjunta do Ministério da Defesa de Cabo Verde e auditores do curso de 2002/2003 do Instituto de Defesa Nacional de Portugal.
Ontem, para além do tenente-general Garcia Leandro e do coronel Antero Matos, intervieram também André Inácio, inspector da PJ portuguesa e Francisco Santos, Superintendente e Comandante do Corpo de Intervenção da PSP de Portugal, cabo-verdiano originário da Boavista.
Hoje, estarão em debate dois painéis: Relações Internacionais e CPLP e os novos desafios. Um dia praticamente dominado por diplomatas. Severino Almeida, director-geral de Política Externa do Ministério de Negócios Estrangeiros vai falar das Relações Internacionais na perspectiva de Cabo Verde; José Eduardo Barbosa, secretário-geral do mesmo ministério vai apresentar uma visão crítica sobre a organização e objectivos da CPLP; Daniel Pereira, diplomata e historiador apresenta o tema: «A identidade nacional. Cabo Verde no espaço da comunidade lusófona».
“...A modernização
em Cabo Verde, entra nos contexto dos países pobres
do sul, periféricos ao ocidente industrializado egoista
que impõe regras mais que nocivas para o equilibrio
entre a democracia e a propria modernização...”
(b)
RESPONSABILIDADES
ESTRATÉGIA
EDIÇÃO
“...o
mesmo ocidente que esquece hipocritamente que para uma
economia de subsistencia, o perdão total da divida
externa é a melhor oportunidade para criar uma
dinamização e uma nova reorganização
financeira sem sacrificar o social...” (c)
“...as responsabilidades
historicas do ocidente rico e industrializado poderiam
materializar-se no caso concreto de Cabo Verde, no perdão
total das dívidas externas e com ajudas concretas,
forma objectiva de testemunhar fraternidade e incentivar,
melhor que bons discursos, o desencadeamento da luta
dificil para a modernização efectiva da
economia e da sociedade e dignificar todos os caboverdianos,
que sofreram na pele 500 anos de colonização,
sem ódio nem violencia, convencidos na liberdade
democratica e sentimento de responsabilidade de todo
o seu povo no país e na diáspora...”
(d)
“...o
gosto pelo consumo e a abertura ao modernismo, empurrou
Cabo Verde para o modelo de economia liberal que se
traduziu numa destructuração, sob a forma
de privatização de serviços publicos
estratégicos de primeira necessidade, como por
exemplo a distribuição da água,
electricidade e o serviço telefone...”
(a)
Consciente dos desafios e oportunidades que se impõe
á sociedade caboverdiana, não podemos
nem sequer, transitóriamente aceitar simplismos:
PORTO GRANDE BUSINESS, apesar das dificuldades e limitações,
pretende ser um espaço de todos os cidadãos
caboverdianos, seguindo de perto o acontecer socio-economico,
politico, cultural, turistico e desportivo de todas
as nossas ilhas, que serão divulgadas, aqui,
sob a forma de informação e reflexão.
Pensar e divulgar a relação de Cabo Verde
com o mundo, será também um dos objectivos
do PORTO GRANDE BUSINESS.
(a),(b),(c),(d)
Cabo Verde a Globalização de uma
Economia de Subsistencia, in TempoExterior,
Galiza-Espanha, Revista de Analise
e Estudos Internacionais, segunda etapa, vol
III, nº 4, Janeiro-Junho 2002, pp 129, autor: José
Valdemiro Lopes.
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daremos seguimento adequado á sua intervenção,
aqui no Porto Grande Business, no mais curto espaço
de tempo e obrigado pela sua participação
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“...o mesmo ocidente
que esquece hipocritamente que para uma economia de subsistencia,
o perdão total da divida externa é a melhor
oportunidade para criar uma dinamização e
uma nova reorganização financeira sem sacrificar
o social...” (c)