Mindelo: Para
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de negocios, contactar estas Instituições:
as Camaras
de Comercio & Municipal, Associação
Comercial de Barlavento e a Feira
Internacional de Cabo Verde
A pobreza em Cabo Verde aumentou seis por cento (pc) na década de noventa, passando de 30 para 36 pc, segundo o Inquérito às Despesas e Receitas familiares (IDRF) cujos resultados foram publicados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
“Hoje, cerca de 36 pc da população residente em Cabo Verde é pobre. Cerca de 20 pc é pobre e 16 pc é muito pobre. A soma dá assim 36 pc. Em 1988/89, cerca de 30 pc da população era pobre e dividiam-se da seguinte forme: cerca de 14 pc era muito pobre e 16 pc era pobre”, declarou o presidente do INE, Francisco Tavares, durante a apresentação dos dados do IDRF.
Na sua intervenção, o presidente do INE recorda o crescimento da economia assim como do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, de 902 para 1281 dólares entre 1990 e 2002, mas precisou que esses dois factores não contribuíram para a diminuição da pobreza.
“O forte crescimento da economia e do rendimento não se repercutiu de forma directa e automática na redução do nível da pobreza, indicando uma tendência crescente para a não participação nos frutos do desenvolvimento a determinadas camadas da população”, indica o texto.
O presidente do ISE precisa que este resultado “pode ser explicado pela natureza do crescimento, o qual foi suportado por sectores da economia com pouco impacto directo na criação de empregos direccionados para as populações mais pobres”.
Segundo o INE, o limiar da pobreza situa-se em 42.673 escudos anuais enquanto que a mediana da despesa anual per capita em Cabo Verde é de 71.121 escudos, contra 28.448 escudos no caso dos muito pobres.
Santo Antão é a ilha com maior incidência da pobreza (54 pc vivem abaixo do limiar da pobreza), seguindo-se-lhe as ilhas do Fogo (43 pc), Brava (41 pc) e Santiago (37 pc).
As ilhas menos afectadas são Sal e Boavista, onde 13 pc da população vivem na pobreza.
A pobreza afecta sobretudo o meio rural (51 pc da população dos quais 30 pc muito pobres) enquanto o número de pobres no meio urbano é de 37 pc (25 pc de pobres e 12 pc de muito pobres.
O estudo do INE indica que a pobreza continua mais acentuada entre as famílias chefiadas por mulheres (16 pc de pobres e 16 pc muito pobres) e entre as cujo chefe se encontra no desemprego.
NEPAD NOVO TIPO DE PARCERIA REUNIAO MINISTERIAL EM
CABO VERDE
“...
Estados Insulares Reuniao na Cidade da Praia
A Cidade da Praia vai ser palco na próxima semana de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos estados insulares em desenvolvimento de África, revelaram fontes ligadas à diplomacia cabo-verdiana.
A reunião terá lugar entre os dias 14 e 16 e enquadra-se no rol de iniciativas liderantes que a Cidade da Praia tem vindo a desenvolver a nível do NEPAD, programa que visa financiar o desenvolvimento do continente africano neste novo século e milénio.
A ideia, na prática, é fazer com que os pequenos estados não sejam esquecidos nem preteridos durante a divisão dos programas de financiamento que o NEPAD preconiza para tirar a África do subdesenvolvimento.
De acordo com A Semana Online, até este momento, já confirmaram a sua presença no encontro da Praia os MNE de São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Maurícias e Seycelles.
Apenas faltam os Comores e o Madagáscar confirmar se vêm ou não à reunião da Praia.
cortesia de www.noticiaslusofonas.com
...”
(b)
RESPONSABILIDADES
ESTRATÉGIA
EDIÇÃO
“...o
mesmo ocidente que esquece hipocritamente que para uma
economia de subsistencia, o perdão total da divida
externa é a melhor oportunidade para criar uma
dinamização e uma nova reorganização
financeira sem sacrificar o social...” (c)
“...as responsabilidades
historicas do ocidente rico e industrializado poderiam
materializar-se no caso concreto de Cabo Verde, no perdão
total das dívidas externas e com ajudas concretas,
forma objectiva de testemunhar fraternidade e incentivar,
melhor que bons discursos, o desencadeamento da luta
dificil para a modernização efectiva da
economia e da sociedade e dignificar todos os caboverdianos,
que sofreram na pele 500 anos de colonização,
sem ódio nem violencia, convencidos na liberdade
democratica e sentimento de responsabilidade de todo
o seu povo no país e na diáspora...”
(d)
“...o
gosto pelo consumo e a abertura ao modernismo, empurrou
Cabo Verde para o modelo de economia liberal que se
traduziu numa destructuração, sob a forma
de privatização de serviços publicos
estratégicos de primeira necessidade, como por
exemplo a distribuição da água,
electricidade e o serviço telefone...”
(a)
Consciente dos desafios e oportunidades que se impõe
á sociedade caboverdiana, não podemos
nem sequer, transitóriamente aceitar simplismos:
PORTO GRANDE BUSINESS, apesar das dificuldades e limitações,
pretende ser um espaço de todos os cidadãos
caboverdianos, seguindo de perto o acontecer socio-economico,
politico, cultural, turistico e desportivo de todas
as nossas ilhas, que serão divulgadas, aqui,
sob a forma de informação e reflexão.
Pensar e divulgar a relação de Cabo Verde
com o mundo, será também um dos objectivos
do PORTO GRANDE BUSINESS.
(a),(b),(c),(d)
Cabo Verde a Globalização de uma
Economia de Subsistencia, in TempoExterior,
Galiza-Espanha, Revista de Analise
e Estudos Internacionais, segunda etapa, vol
III, nº 4, Janeiro-Junho 2002, pp 129, autor: José
Valdemiro Lopes.
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Depois da recepção,
daremos seguimento adequado á sua intervenção,
aqui no Porto Grande Business, no mais curto espaço
de tempo e obrigado pela sua participação
!!
“...o mesmo ocidente
que esquece hipocritamente que para uma economia de subsistencia,
o perdão total da divida externa é a melhor
oportunidade para criar uma dinamização e
uma nova reorganização financeira sem sacrificar
o social...” (c)